A maconha é a substância ilícita mais usada no Brasil e no mundo, e a maioria das pessoas que a usam não desenvolve dependência. Ainda assim, estima-se que cerca de uma em cada dez desenvolva um transtorno por uso problemático, proporção que aumenta entre quem usa diariamente e por muito tempo. O aumento da concentração de THC nos produtos disponíveis também parece contribuir para o crescimento desses casos. O transtorno se caracteriza pela dificuldade de controlar o uso apesar dos prejuízos e costuma se instalar aos poucos, o que faz com que muitas pessoas só percebam o problema quando tentam parar.
Quem costuma procurar esta página
Pessoas que usam cannabis diariamente e sentem dificuldade de reduzir ou parar.
Quem percebe que o uso passou a afetar estudos, trabalho, motivação ou relacionamentos.
Pessoas que tiveram insônia, irritação ou ansiedade ao tentar parar.
Quem teve crises de ansiedade, paranoia ou vômitos persistentes relacionados ao uso.
Familiares preocupados com o uso de alguém próximo, especialmente jovens.
Abordagem
O que é avaliado na consulta
A consulta avalia frequência, forma e tipo de produto usado, motivos do uso, tentativas anteriores de parar, sono, saúde mental e uso de outras substâncias. Também é avaliada a possibilidade de uso de cannabis para automedicação de algum transtorno não diagnosticado, e a possibilidade de oferecer alternativas mais seguras.
Sintomas e diagnóstico
Os sinais incluem dificuldade de reduzir o uso, fissura, tolerância, sintomas de abstinência e perda de interesse por outras atividades. O diagnóstico é clínico e considera a gravidade.
Impacto na vida
O uso problemático pode afetar memória, motivação e desempenho, piorar a ansiedade e o sono e, em pessoas vulneráveis, aumentar o risco de psicose.
Como o cuidado médico ajuda
O tratamento combina psicoterapia, manejo dos sintomas de abstinência e atenção a condições associadas, como ansiedade e insônia. As metas são definidas junto com a pessoa, seja para reduzir o uso, mudar a forma de consumo ou parar.