O que é avaliado na consulta
A consulta investiga a história dos sintomas desde a infância, o impacto em várias áreas da vida, sono, uso de substâncias e condições que podem imitar ou acompanhar o TDAH.
Área de cuidado
Dificuldades de foco e organização que acompanham uma vida inteira

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) não é exclusivo da infância. Em boa parte dos casos, os sintomas persistem na vida adulta, embora mudem de forma: a hiperatividade de movimentos presente nos pacientes mais jovens costuma dar lugar a uma inquietação interna, e a desatenção dá lugar à procrastinação, prazos perdidos e projetos inacabados. Muitos adultos só recebem o diagnóstico depois dos 30 ou 40 anos, às vezes após um filho ser diagnosticado. Ao mesmo tempo, o tema ganhou visibilidade nas redes sociais, e nem toda dificuldade de concentração é TDAH. Por isso, a avaliação cuidadosa para diagnóstico é o ponto de partida.
A consulta investiga a história dos sintomas desde a infância, o impacto em várias áreas da vida, sono, uso de substâncias e condições que podem imitar ou acompanhar o TDAH.
Os sintomas envolvem desatenção, impulsividade e inquietação presentes desde a infância. O diagnóstico é clínico, baseado em entrevista detalhada, escalas validadas e, quando possível, relatos de pessoas próximas.
Sem tratamento, o TDAH pode afetar o desempenho nos estudos e no trabalho, as finanças, os relacionamentos e a autoestima, além de aumentar o risco de acidentes.
O tratamento combina, conforme cada caso, medicação, psicoeducação, estratégias de organização e psicoterapia. O objetivo não é mudar quem a pessoa é, mas reduzir o atrito entre o seu funcionamento e as demandas do dia a dia.
Quem tem TDAH quer ser capaz de começar e se manter nas tarefas quando necessário, e não apenas quando algo é interessante ou urgente.
As tarefas se acumulam mentalmente e podem ser paralisantes. Existem formas de dividir atividades em partes menores e reduzir a sensação de "coisa demais ao mesmo tempo".
Sistemas rígidos podem ser difíceis de manter. Rotinas flexíveis em um ambiente preparado ajudam a manter o rumo.
O TDAH costuma afetar o sistema de recompensa do cérebro, pode ser necessário buscar formas de se engajar o suficiente para agir: prazos, novidade, urgência ou recompensas programadas.
Muitas pessoas têm dificuldade em lidar com frustrações. Existem ferramentas para controlar as reações e se recuperar mais rápido.
Muitas pessoas com TDAH ouviram a vida inteira que são preguiçosas ou descuidadas. Elas costumam buscar compreensão, tanto dos outros quanto de si mesmas, de que isso é um padrão neurológico, e não um defeito de caráter.